O procurador do Ministério Público Federal, Mario Lúcio Avelar, que chefiou a mais importante operação da Polícia Federal do ano, a Hygea, diz que o dinheiro desviado da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) serviriam para financiar campanhas de políticos e partidos. Ele diz que é claro o loteamento dessas instituições. “Órgãos que geram grande quantidade de recursos são porta aberta para as fraudes. Eles são instrumentalizados por partidos políticos que o utilizam para desviar recursos públicos”.
Ele afirma que devido ao alto grau de interferências políticas é possível afirmar que o dinheiro desviado da saúde dos índios serviria para financiar campanhas políticas. “Esse dinheiro desviado seria utilizado para fazer caixa 2. Isso normalmente é usado para incremento patrimonial de um lado e de outro lado financiamento de campanhas políticas”.
Os principais partidos políticos envolvidos nas acusações da operação Hygea até o momento são PT e PMDB. Entre eles Valdebran Padilha, arrecadador de campanha do PT e três assessores diretos do deputado federal Carlos Bezerra: Carlos Miranda, Jose Luís Bezerra e Rafael Bastos. As ONGs envolvidas no esquema de desvio de dinheiro são: Instituto Creatio e Idheas.
“Nos vamos pedir logo que for concluído o inquerido o afastamento dos servidores públicos. Os fatos apurados indicam que eles não podem continuar na administração pública”, diz o procurador.
Confira a entrevista completa feita pelo repórter Jonas Campos